Maio 6, 2012

Tesouros do Cariri 7

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O que não vemos é porque está encantado.
Mas, quando se canta, e quando se canta desse jeito,
o encantado se encanta de novo, e só vai aparecer
quando toca o fundo do coração de quem ouve.

Quando escuto a voz de Sandra Belê acompanhada pelas
cordas de Romério Zeferino, mesmo com os olhos
abertos não consigo decifrar o que vejo.
Viro um sertão de silêncio, um açude com sede d’água,
um passarinho sem penas com o bico aberto a receber
poesia. Viro folha dançando os acordes, pendendo em
sorrisos de verde dobrar.

Viro vento correndo miúdo, quebrando gravetos
pra me arrepiar. Viro aroeira, jurema, facheiro,
até me vestir de tudo que há.

Este é o sétimo número da série “Tesouros do Cariri”.

Realizar registros como esse, me faz sentir aquilo
que realmente somos: filhos da terra, terra de um
eito de histórias, terreiro de sentimentos, solfejos
de glórias, valores que brotam sob o azul de nosso
céu nordestino. Destino de todos nós alimentados de
cantigas, prosas e poesias.

Tesouros do Cariri.
Um reino feito de gente, de gente ouvida por nós.

fotografia: marcodiaurélio
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Março 18, 2012

Tesouros do Cariri… 6

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http://youtu.be/LX-uWXRnpS0

O mundo pode até se acabar, mas o Cariri…
Tenho cá minhas dúvidas.
Há tantos valores e tantos pendores que duvido
alcançarmos todos.
Este é o sexto número da série “Tesouros do Cariri”,
numa produção independente com o tamanho esmero,
respeitados os nossos limites.

Valores que preenchem de orgulho
e estima a terra que nascemos.
Valores que não podem ficar escondidos,
e que suas graças se derramem
de mundo a fora sem porteiras.

A “Marco di Aurélio Produções” continuará garimpando
tesouros que somente nós, e bem em baixo de nossos
olhos, podemos exaltá-los.
Como bem diz Osmando Silva:
“Um povo sem cultura é um povo de ninguém”.

Foto: marcodiaurélio

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Janeiro 6, 2012

Sentidos…

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Viver,
não é cobrar sentido,
mas é sentir efeito.

Morrer,
não é se sentir desfeito,
mas sim,
não ter mais sentido.

Falar da morte
é ter muita vida,
é brincar de sorte,
é burlar a lida,
é criar em vida
a noção do corte.

Falar da vida
é prever a morte,
é tirar-lhe o norte,
é dobrar esquina,
é podar o broto
na parte mais fina.

Regar o tempo
é lhe dar medida,
sem plantar problema,
sem o fim da trena
que lhe finde a vida.

Perguntar do hoje
é querer demais,
desejar espaço
é cobrar abraço
sem que haja corpo,
pois quem não é morto
pode olhar pra trás.


foto: marcodiaurélio



Novembro 30, 2011

Doce visita…

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Visita de paz
de pluma e pena
raiar de sol
manhã amena
serena luz
em dedos leves
momentos breves
em prima cena.

Foto:marcodiaurélio



Novembro 25, 2011

VI Semana PPLP

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A VI Semana PPLP, promovida pelo Programa de
Pesquisa em Literatura Popular da Universidade
Federal da Paraíba, teve seu encerramento com
excelente aproveitamento nas oficinas de Cordel
com Marco di Aurélio, e com Marcelo Soares
realizando uma oficina de Xilogravura.

Os participantes sairam encantados, nos deixando
mais encantados ainda com o aproveitamento que
alcançaram.

Viva a Literatura de Cordel e a Poesia Nordestina!

Fotografias: Marco di Aurélio e Roseli Ferreira

 

 



Novembro 16, 2011

Como te vejo…

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Te vejo
como o céu vê a terra,
com serras que se mostram
nas cores florescentes,
com grutas que escondem
os segredos dos cristais.

Te vejo
nas marcas indeléveis da escrita,
na paixão da letra que se troca
no horizonte das cercas que o limitam.

Te vejo
como vejo o mundo e a hora,
sem tempo de razão que se explora,
sem fato de criar-se um novo mito.

Te vejo
numa voz que é o próprio grito,
no desejo que todo o universo
te ame como ama-se as estrelas,
e ao fim, bem assim por bem querê-las,
te vejo no sol de toda aurora,
me perco sem ter rumo em tantos versos,
perdido sem o tempo e suas horas.

foto:marcodiaurélio



Novembro 9, 2011

Sala de Reboco, com Amazan

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Ontem, dia 9, gravamos o programa “Sala de Reboco”
com Amazan.Casa cheia se deliciando com a presença
vigorosa de Irah Caldeira,os repentes do poeta
Feitosa Nunes, e a poesia sertaneja que venho defendendo.
Mais um canal de propagação de nossa cultura
em fortalecimento à nossa estima.

foto: Roseli Ferreira



Novembro 4, 2011

Como é grande o poder da natureza…

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Na vereda da vida que eu venho
tantas léguas tiranas já andei
quanto mais conheço inda não sei
dessa roda que roda esse engenho
quanto mais nesse mundo me embrenho
eu descubro o primado da beleza
que aos poucos esqueço da tristeza
ao saber que nascendo nordestino
uma estrela escolheu o meu destino
quanto é grande o poder da natureza.

Se no mundo existir uma outra vida
que tal vida se faça o mesmo fim
eu desejo essa mesma vida em mim
como a luz num espelho refletida
minha história eu desejo repetida
como o sol se repete em realeza
renovado eu serei outra proeza
rebentando de novo no sertão
encourado em perneira e em gibão
como é grande o poder da natureza.

Foto: marcodiaurélio



Outubro 12, 2011

Armorial Cordas de Caroá/CNEA 2011

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O Armorial Cordas de Caroá teve a honra de
abrir o II Congresso Nacional de Educação
Ambiental em João Pessoa-PB, que vai de 12
a 15 de outubro, no Campus da UFPB.
Conjuntamente com o IV Encontro Nordestino
de Biogeografia, o encontro vem se consolidando
sob a organização da GS-Consultoria.

Fotos: Roseli Ferreira



Setembro 12, 2011

É Vereda…

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É vereda
é caminho
estrada d’água e sertão

foi leito para descanso
dos cabras de Lampião.

Caminho d’água
corrente
quando chove e dá trovão

e também guarda semente
gavetas de areia-chão.

Vereda
de esperança
guiando quem se perdeu

moringa, sal e sustança
pra quem inda não morreu.

Caminho
limpo e macio
pros pés descalços do mundo

correio dos desvalidos
socorro pros moribundos.

Tenência
grito vazio
oiças acesas de tino

pisando leve no solo
pra não perder o destino.

É vereda
é vazão
tanto pra vida, ou pra morte

fazendo a linha em seu leito
pros riscos fundos da sorte.

Foto: marcodiaurélio



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