Coisa de Cordelista…

Minha alma araripina
meu leito de bodocó
minha ladeira de pedra
meu terreiro de forró
cantando de peito aberto
é letra que eu acerto
tocando numa corda só.
Rabeca de fino trato
nos dedos que não domino
ainda não tive escola
já deixei de ser menino
e o mundo que eu arranho
muito mal dá pro meu ganho
na poeira do destino.
Queria ser repentista
mas não daria por certo
pois sou fraco de memória
e não decoro um verso
portanto vou esmolando
na feira vou embolando
metade de meu sucesso.
Tem quem pare e me escute
tem quem passa e não se importa
tem quem fique na janela
tem outro que fecha a porta
e eu vou amolando a faca
no casco de uma vaca
enquanto ela não se entorta.
Foto: marcodiaurélio
24/11/09 Ã s 0:47
Oi … di …! (Desculpe-me a intimidade)!
Gostei imensamente do cordel, É bem feito e gostoso. O último verso, no entanto, você pode turbina-lo para que fique ainda melhor o fecho da obra.(Opinião de um aprendiz metido a besta, como eu). Você é firme coma a Baraúna!